ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL BALEIA / SAHY

A APA Baleia Sahy foi uma conquista da sociedade civil, que interpôs, por meio de um movimento com mais de 5.250 assinaturas da sociedade civil, pedido de criação de Unidade de Conservação de Uso Sustentável, em setembro de 2.011, perante a Prefeitura Municipal de São Sebastião.

O projeto foi submetido a uma série de exigências e, após dois anos de tramitação, a APA Baleia Sahy foi promulgada por lei municipal – Lei nº 2.257/2013 -, criando a proteção de mais de um milhão de metros quadrados entre as Praias da Barra do Sahy e Baleia, e protegendo mais de 87 espécies de fauna com algum grau de extinção. Atualmente, a área total é de 3.922.742,27 m², de acordo com a Lei Municipal 2.414/2016.

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O QUE FAZEMOS

Ordenamento territorial

O ICC é titular de diversos conselhos municipais e estaduais, defendendo o Litoral Norte, em especial, as praias da Baleia e Sahy. Lutamos pela balneabilidade, ordenamento territorial, além de ser propositor de mais de 32 denúncias em diversos órgãos e 12 operações integradas, monitorando a integralidade do perímetro da APA, evitando invasões, construções em áreas impróprias, desmatamentos e caça clandestina.

Educação Ambiental

Um dos pilares da atuação do ICC está na Educação Ambiental, por isso, em conjunto com o Instituto Verdescola, tem como compromisso a educação e qualificação de crianças, jovens e adultos da região de São Sebastião. O objetivo é aumentar a conscientização e atitudes de preservação na comunidade local.

APA Baleia Sahy

Por meio de uma gestão compartilhada e por intermédio de um Termo de Parceria e Cooperação, firmado com a Prefeitura de São Sebastião e Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o ICC é encarregado de elaborar e executar o planejamento e a gestão sócio-ambiental da Área de Proteção Ambiental APA Baleia / Sahy.

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PORQUE PROTEGER

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A APA Baleia Sahy merece sua atenção e proteção

Região de rica biodiversidade de Mata Atlântica com ocorrência de vegetação especialmente protegidas e de grande importância ambiental, entre elas:

  • Floresta Padulosa, um os poucos fragmentos conservados do país, ocorre em trechos planos entre rios e Brejos de Restinga.
  • Brejo de Restinga, importante vegetação para as aves florestais, algumas em perigo de extinção.
  • Floresta Alta de Restinga e de Transição Restinga Encosta, vegetação de grande importância para drenar a água da chuva, diminuindo enchentes e desmoronamentos.

A incidência do mangue nas margens e trechos do Rio Sahy e Negro demonstra a importância da área em termos de proteção. O mangue é um rico berçário para a fauna terrestre e aquática. Porém, parte deste mangue foi devastado com a ocupação humana, e o que resta foi contaminado pelo despejo irregular de efluentes e pela poluição dos rios.

Por meio de estudos, foi observada a presença de espécies de fauna ameaçadas de extinção. Também foi verificada a presença de equipamentos de caça na região, ressaltando a importância do monitoramento no interior da APA. Entre as espécies, estão:

  • A ave Anhima Cornura, criticamente em perigo de extinção;
  • As espécies Penelope Obscura e Selenidera Maculirostis, ameaçadas de extinção;
  • Entre as vulneráveis, estão as Tapirus terrestres, mais conhecidas como anta-brasileira;
  • Na categoria quase ameaçadas, estão Cebus nigritus, Lontra longicaudis, Cuniculus paca e Dasyprocta aguti;
  • Leopardus pardalis, a jaguatirica, também foi encontrada na região;
  • Além de diversas outras espécies de aves.

A Bacia Baleia Sahy representa uma das únicas bacias hidrológicas ainda preservadas no município de São Sebastião. Mas com a crise hídrica e escassez de água, sofre interferência da ocupação humana e teve sua qualidade e fluxo de água comprometidos.